Dado os constantes acontecimentos que estão ai para todos verem acaba ficando impossível eu não falar, mesmo que seja por pura indignação, sem nenhuma base teórica, a respeito da violência. Seja ela por questões religiosas, momento de stress e tantas outras situações que de forma alguma justificam atos tão insanos e dignos de revolta.
Não estou aqui para colocar em cheque costumes e normas, por mais repugnantes (de acordo com a minha visão ocidental) que possam ser algumas demonstrações de fanatismo religioso de certos países pelo mundo. Sei que isso é questão cultural e para eu entender teria que me desgarrar de tudo que aprendi sobre o certo e o errado ao longo dos meus vinte anos de vida. Exatamente por isso prefiro me manter nula, até certo ponto.
Mas para falarmos de violência, infelizmente, não precisamos ir tão longe assim, basta olharmos ao nosso redor... Em meio a uma aula de sociologia que tratava sobre "Desvio, crime e controle social" por horas fiquei ouvindo sobre anomia e o que isso levava as pessoas, desorientadas, a fazerem, ouvi também sobre a imposição de limites, a questão da marginalidade, enfim, acabou ficando impossível eu deixar de fazer uma ligação entre esses temas e chegar à seguinte pergunta, por mais prematura e ingênua que ela fosse. Será que estamos vivendo numa anomia? Não ao pé da letra, mas será que os valores estão deixando de valer? Não é e nem nunca foi a minha intenção chegar aqui e dá uma de adoradora dos bons costumes. Mas o fato é que assistimos com certa freqüência, pessoas "desorientadas", com todo o sentido e peso que essa palavra trás, saindo por aê e sem nenhum motivo aparente, tirando a vida de pessoas inocentes, crianças, adulto e idoso. E o que nos resta é a sensação de incapacidade.
É certo que o Estado tem o seu poderia e pessoas, quase sempre, capacitadas para atuarem, é certo que ainda não descobrimos nenhuma forma sobrenatural de prevermos situações de risco e atuarmos antes que seja tarde demais. Sabemos também que os motivos que levam as pessoas a cometerem tais ações, a ficarem a margem e não aderirem as normas nem sempre estão relacionadas com o nível de instrução e poderio financeiro. Mas então o que fazer? Como entender? Será que existe uma justificativa?
Como vocês estão percebendo, essa publicação está longe de uma conclusão, até porque o dia que chegarmos a uma conclusão, a uma fórmula para acabarmos com a violência encontraríamos o nirvana social, mas isso não é motivo para desacreditarmos e vivermos ao Deus dará, muito pelo contrário, cabe a todos nós nos unirmos não com a meta utópica de chegarmos ao nirvana mas sim de tornamos a nossa casa, o nosso prédio, o bairro e o escambal mais pacífico, com pequenos atos podemos não só encontrarmos uma conclusão para esse texto mas uma resposta para os problemas que afetam a cada um de nós. E um dia, quem sabe, agiremos com mais maturidade e situações toscas que vemos por aê serão apenas uma triste lembrança.
Vamos fazer um protesto pela pacificação do Escambal.... afinal não podemos deixa-lo nesta situação...
ResponderExcluirHehehe, deixando a brincadeira de lado, parabens pelo texto, Fê, como seria bom se mais pessoas não só refletissem sobre isso como também procurassem soluções...
Parabéns pela iniciativa do blog que tem tudo pra dar certo, e vc ja tem um fã... hehe
Bjo