Como o próprio tema do blog sugere não é meu objetivo seguir apenas uma linha de raciocínio, até porque vivemos um pouco de tudo, dito isso, uma das coisas que me chamam muito a atenção é o mundo dos negócios, motivo pelo qual eu estar cursando administração e como penso em um dia quem sabe ser a minha própria chefe uma das coisas que acabam me deixando em dúvida é qual o melhor momento para se financiar um empreendimento com capital de terceiros em vez de capital próprio?
O primeiro passo para a constituição de uma empresa é a aplicação de um capital para as diversas necessidades do negócio como o investimento em imóveis, compra de material que será usado para a execução do trabalho em si, entre diversas outras atividades.
O uso exclusivo de capital próprio, que se dá primordialmente pelos recursos dos acionistas, para o financiamento das atividades se apresenta mais caro do que o uso simultâneo de capital próprio e o capital de terceiro, onde o capital de terceiros gera a constituição de um passível exigível (obrigações a pagar aos credores) pelo qual a companhia se obrigará ao pagamento de juros. Exatamente por isso que toda empresa apresenta o uso dos dois capitais.
A obtenção de condições de financiamento por meio de capital de terceiros é mais facilitada para empresas novas ou em expansão, pois os investimentos em estrutura, equipamentos, aquisição de outros bens é uma forma segura de retorno, do que para empresas com dificuldades financeiras.
Se o financiamento por meio de capital próprio leva a um menor retorno para os acionistas, intuitivamente a lógica então seria o financiamento por capital de terceiros ser maior para maximizar o valor da empresa, levando em consideração as vantagens dos impostos sobre as despesas financeiras. Esse pensamento não está de todo certo, dado o fato de a composição do capital próprio além de ser necessária a constituição da empresa, que nem sempre há fontes disponíveis de capital de terceiros e, quando há, esse tipo de capital em grande proporção aumenta os riscos da possibilidade de, diante de uma crise econômico-financeira, a companhia ser levada a falência por não poder pagar seus credores. Motivo pelo qual empresas com maior número de capital próprio em relação à capital de terceiros serem classificadas como seguras.
Uma maneira de tentar equiparar os resultados de uma companhia que tem mais capital de terceiros de uma que apresenta a sua maioria em capital próprio são os chamados Juros por capital próprio (JCPs) que, diferente dos dividendos, permite que as empresas deduzam tais pagamentos como despesas, conseguindo um benefício tributário similar aqueles que conseguem se financiar por capital de terceiros.
Portanto, o momento certo para um aumento seja de financiamento próprio ou de terceiros vai depender de uma análise crítica da situação que a companhia se encontra, se está em momento de expansão ou em crise financeira para que assim o negócio apresente um bom desempenho sem se afundar em dívidas.
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