quinta-feira, 28 de abril de 2011

Business, business, business

                    Como o próprio tema do blog sugere não é meu objetivo seguir apenas uma linha de raciocínio, até porque vivemos um pouco de tudo, dito isso, uma das coisas que me chamam muito a atenção é o mundo dos negócios, motivo pelo qual eu estar cursando administração e como penso em um dia quem sabe ser a minha própria chefe uma das coisas que acabam me deixando em dúvida é qual o melhor momento para se financiar um empreendimento com capital de terceiros em vez de capital próprio?
O primeiro passo para a constituição de uma empresa é a aplicação de um capital para as diversas necessidades do negócio como o investimento em imóveis, compra de material que será usado para a execução do trabalho em si, entre diversas outras atividades.
O uso exclusivo de capital próprio, que se dá primordialmente pelos recursos dos acionistas, para o financiamento das atividades se apresenta mais caro do que o uso simultâneo de capital próprio e o capital de terceiro, onde o capital de terceiros gera a constituição de um passível exigível (obrigações a pagar aos credores) pelo qual a companhia se obrigará ao pagamento de juros. Exatamente por isso que toda empresa apresenta o uso dos dois capitais.
A obtenção de condições de financiamento por meio de capital de terceiros é mais facilitada para empresas novas ou em expansão, pois os investimentos em estrutura, equipamentos, aquisição de outros bens é uma forma segura de retorno, do que para empresas com dificuldades financeiras.
Se o financiamento por meio de capital próprio leva a um menor retorno para os acionistas, intuitivamente a lógica então seria o financiamento por capital de terceiros ser maior para maximizar o valor da empresa, levando em consideração as vantagens dos impostos sobre as despesas financeiras. Esse pensamento não está de todo certo, dado o fato de a composição do capital próprio além de ser necessária a constituição da empresa, que nem sempre há fontes disponíveis de capital de terceiros e, quando há, esse tipo de capital em grande proporção aumenta os riscos da possibilidade de, diante de uma crise econômico-financeira, a companhia ser levada a falência por não poder pagar seus credores. Motivo pelo qual empresas com maior número de capital próprio em relação à capital de terceiros serem classificadas como seguras.
Uma maneira de tentar equiparar os resultados de uma companhia que tem mais capital de terceiros de uma que apresenta a sua maioria em capital próprio são os chamados Juros por capital próprio (JCPs) que, diferente dos dividendos, permite que as empresas deduzam tais pagamentos como despesas, conseguindo um benefício tributário similar aqueles que conseguem se financiar por capital de terceiros.
Portanto, o momento certo para um aumento seja de financiamento próprio ou de terceiros vai depender de uma análise crítica da situação que a companhia se encontra, se está em momento de expansão ou em crise financeira para que assim o negócio apresente um bom desempenho sem se afundar em dívidas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Violência para quê? Basta a convivência.

Dado os constantes acontecimentos que estão ai para todos verem acaba ficando impossível eu não falar, mesmo que seja por pura indignação, sem nenhuma base teórica, a respeito da violência. Seja ela por questões religiosas, momento de stress e tantas outras situações que de forma alguma justificam atos tão insanos e dignos de revolta.
Não estou aqui para colocar em cheque costumes e normas, por mais repugnantes (de acordo com a minha visão ocidental) que possam ser algumas demonstrações de fanatismo religioso de certos países pelo mundo. Sei que isso é questão cultural e para eu entender teria que me desgarrar de tudo que  aprendi sobre o certo e o errado ao longo dos meus vinte anos de vida. Exatamente por isso prefiro me manter nula, até certo ponto.
Mas para falarmos de violência, infelizmente, não precisamos ir tão longe assim, basta olharmos ao nosso redor... Em meio a uma aula de sociologia que tratava sobre "Desvio, crime e controle social" por horas fiquei ouvindo sobre anomia e o que isso levava as pessoas, desorientadas, a fazerem, ouvi também sobre a imposição de limites, a questão da marginalidade, enfim, acabou ficando impossível eu deixar de fazer uma ligação entre esses temas e chegar à seguinte pergunta, por mais prematura e ingênua que ela fosse. Será que estamos vivendo numa anomia? Não ao pé da letra, mas será que os valores estão deixando de valer? Não é e nem nunca foi a minha intenção chegar aqui e dá uma de adoradora dos bons costumes. Mas o fato é que assistimos com certa freqüência, pessoas "desorientadas", com todo o sentido e peso que essa palavra trás, saindo por aê e sem nenhum motivo aparente, tirando a vida de pessoas inocentes, crianças, adulto e idoso. E o que nos resta é a sensação de incapacidade.
É certo que o Estado tem o seu poderia e pessoas, quase sempre, capacitadas para atuarem, é certo que ainda não descobrimos nenhuma forma sobrenatural de prevermos situações de risco e atuarmos antes que seja tarde demais. Sabemos também que os motivos que levam as pessoas a cometerem tais ações, a ficarem a margem e não aderirem as normas nem sempre estão relacionadas com o nível de instrução e poderio financeiro. Mas então o que fazer? Como entender? Será que existe uma justificativa?
Como vocês estão percebendo, essa publicação está longe de uma conclusão, até porque o dia que chegarmos a uma conclusão, a uma fórmula para acabarmos com a violência encontraríamos o nirvana social, mas isso não é motivo para desacreditarmos e vivermos ao Deus dará, muito pelo contrário, cabe a todos nós nos unirmos não com a meta utópica de chegarmos ao nirvana mas sim de tornamos a nossa casa, o nosso prédio, o bairro e o escambal mais pacífico, com pequenos atos podemos não só encontrarmos uma conclusão para esse texto mas uma resposta para os problemas que afetam a cada um de nós. E um dia, quem sabe, agiremos com mais maturidade e situações toscas que vemos por aê serão apenas uma triste lembrança.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Seres apolíticos..será que existem?

    Acho pertinente postar aqui alguma coisa sobre o que eu penso a respeito do posicionamento, ou a falta de, das pessoas em geral em relação a política e lendo alguma coisa aqui, outra ali resolvi juntar tudo e tentar chegar a algum lugar..
   Constantemente somos bombardeados com notícias decepcionantes em relação aos nossos representantes políticos, lacunas em um sistema repleto de deficiências que apenas intensificam a descrença por parte do povo na possibilidade de mudança do quadro político brasileiro.
   Esta pouca fé no sistema fica muito clara num trecho do texto da Elisa Lucinda chamado Só de sacanagem:
"Quantas vezes minha esperança será posta a provas? Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está ai no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do seu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobrres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais."
Assim como também destacado em Representação política em 3-D por Luis Felipe Miguel:

“Há o reconhecimento, implícito ao menos, de que a redução da confiança popular nos parlamentos e nos partidos não é efeito da “alienação”, da falta de compromisso com a democracia ou de resquícios de valores autoritários. É, antes, a constatação sensata de que as instituições atualmente existentes privilegiam interesses especiais e concedem pouco espaço para a participação do cidadão comum, cuja influência na condução dos negócios públicos é quase nula. Em suma, de que as promessas da democracia representativa não são realizadas.”
Se o sistema democrático, idealizado na Grécia antiga, partia do princípio do “governo do povo”, dos interesses da maioria, então chegamos à constatação de que a democracia como tal acaba sendo utópica, e que no decorrer dos anos este sistema acaba se tornando um meio de realização dos interesses individuais. Partindo deste mesmo princípio Robert Dahl lançou Um prefácio à teoria democrática:

Reservando o termo “democracia” para um ideal que raras vezes é concretizado no mundo real (e nunca em agrupamentos tão numerosos e complexos quanto Estados-nações), ele cunha a palavra “poliarquia” para designar a aproximação possível a esse Ideal. Embora Dahl desenvolva um conjunto de critérios de democracia, cuja efetivação parcial definiria uma organização como poliárquica, o ponto crucial – que transparece já no significado etimológico da palavra – é a presença de uma multiplicidade de pólos de poder, sem que nenhum seja capaz de impor a sua dominação a toda sociedade. Em suma, senão podemos contar com o governo do povo ou mesmo com o governo da maioria, podemos ao menos ter um sistema político que distribua a capacidade de influência entre muitas minorias. Assim, as eleições ocupam uma posição central num ordenamento poliárquico não porque introduzam um “governo de maiorias em qualquer maneira significativa, mas [porque] aumentam imensamente o tamanho, número e variedade das minorias, cujas preferências têm que ser levadas em conta pelos líderes quando fazem opções de política” (Dahl, 1989 a [1956], p. 131).”
Outra vertente que também não pode ser esquecida é o papel da mídia, de extrema importância, pois é o meio pelo qual se difundi a notícia e conseqüentemente molda a opinião do povo, sendo assim exposta também por Luis Felipe Permitir a disseminação das visões de mundo associadas às diferentes posições no espaço social, que são a matéria-prima na construção de identidades coletivas, que por sua vez fundam as opções políticas. É o que vou chamar de pluralismo social”.
Mas, assim como o fato de os partidos políticos agirem em prol de seus próprios interesses a atuação da mídia também não é diferente onde infelizmente “os interesses dos proprietários das empresas de comunicação, a influência dos grandes anunciantes, a posição social comum dos profissionais do setor e a pressão uniformizadora da disputa pelo cliente” fazem com que a mídia ao invés de informar o povo acaba deformando-o mostrando apenas uma posição presente na sociedade, limitando a capacidade de entendimento da real situação do país.
Desconsiderando, por ora, as falhas nos meios de comunicação e atentando as “identidades coletivas”, citado acima, o ideal para a integração política acaba entrando em questão a idéia exposta em Teoria democrática atual: Esboço e mapeamento por Luis Felipe Miguel, ao argumentar sobre o multiculturalismo condição presente na história da formação do povo brasileiro “Como garantir a unidade política e a igualdade de direitos para cidadãos cujas origens, crenças e valores fundamentais são tão diversos?”.
Este questionamento em relação às identidades coletivas também é exposto em Dilemas do nacionalismo por Paulo César Nascimento, que na tentativa de explicar a origem e a necessidade do nacionalismo Eric Hobsbawm enfatiza um ponto crucial da tese modernista “Nações são construções, invenções humanas que não existiriam desde tempos imemoriais, como reivindicam os ideólogos do nacionalismo, mas que surgiram em um determinado contexto geográfico, socioeconômico e político”.
Essa concepção de nacionalismo se torna bastante útil levando em consideração que essa relação entre indivíduo e nação revela a dimensão política do nacionalismo o que possivelmente tem seu peso na hora das decisões dos interesses políticos dos vários grupos que participam ativamente em prol do favorecimento de suas preferências. Liah Greenfeld assim descreve o nacionalismo cívico “Esse nacionalismo de caráter cívico é baseado na concepção política de cidadania, independente de raça, religião, língua, etnia e até local de origem. Por isso, ela insiste que o nacionalismo cívico é inclusivo e democrático” o que, pelo fato de existir uma miscigenação que levou a formação do povo brasileiro, esse nacionalismo cívico acaba se tornando mais coerente em relação ao nacionalismo étnico o que, se for levado ao extremo, pode levar ao xenofobismo.
É fato que a descrença do povo brasileiro em relação a política é devido ao rumo que o sistema democrático tomou ao longo dos anos. Do favorecimento de parte da população enquanto a massa continuava desamparada e excluída nas tomadas de decisões de interesse público, continuava assistindo tudo “bestializada”, fruto de uma falta de investimento a longo prazo, assim como afirma o jurista Fábio Konder Comparato “Como tudo está relacionado ao Executivo, é óbvio que o investimento a longo prazo não será aplicado, porque o horizonte, a visão oficial do executivo, é de quatro anos. Todo o desenvolvimento é fundado no crescimento econômico e na justa distribuição de renda, onde a solução para isso seria criar um órgão de planejamento que seja autônomo em relação ao executivo, que não tenha nada a ver com os interesses partidários e o processo eleitoral, e que tenha participação efetiva dos agentes econômicos da sociedade civil”.
 Pois é somente assim que a massa terá condições materiais de se igualar e compreender o processo político assim como descrito em Estado e teoria política por Martin Carnoy, a visão de Rousseau era que “se quiserdes, portanto, dar ao Estado... Aproximai os extremos tanto quanto possível: não tolereis nem pessoas opulentas nem mendigos. Essas duas condições, naturalmente inseparáveis, são igualmente fatais ao bem-comum”.
Somente colocando o jogo de interesses em segundo plano é que a democracia como tal deixaria de ser utópica e se tornaria realidade em um futuro próximo. Assim como também descrito no texto de Elisa Lucinda Só de sacanagem:
“Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: “É inútil, todo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal.”
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!”
   Pronto, falei =p

Expectativas e tudo mais

Pois então vamos começar do básico né, acho legal falar da correria que é o nosso dia, não é nenhuma novidade e nem é esse o interesse dessa publicação, mas é uma questão que me incomoda muito e acredito que eu não sou a única a me sentir insatisfeita. O fato de levantar as seis da manhã e já se sentir atrasada, mil e uma coisas a serem feitas e as vezes o resultado nem sempre é o que se espera, nos dedicamos tanto e prol de objetivos, planos e sonhos que esquecemos do primordial, nos esquecemos do agora. E eu assumo a culpa do regimento da minha vida, tem dias que me fecho nesse sistema de trabalhos e estudos que no final de tudo, quando coloco minha cabeça no travesseiro paro pra pensar: será que valeu a pena? Pois bem, como disse acima, o objetivo dessa publicação não é falar do mesmo e muito menos mostrar uma nova descoberta científica ou coisa do tipo, também está longe de tratar com melancolia as coisas banais, mas sim encontrar, se possível, um equilíbrio entre o que somos e o que vamos ser.
Hoje enquanto eu tinha meu momento de "não fazer nada", o que é muito bom, diga-se de passagem, eu estava lendo uma reportagem bem interessante chamada "Um roteiro para a felicidade" da Claudia Jordão,  como todo texto, ele rodeou rodeou até chegar ao ponto central que é o seguinte: não existe fórmula para a felicidade ou coisa do gênero, a felicidade se encontra nas coisas simples, na identificação das situações que nos trazem prazer, satisfação e comprometimento. Pois é, na IDENTIFICAÇÃO, o segredo não está na busca de algo que sabemos ser extremamente difícil de alcançar. Muitos, e eu estava incluída a até bem pouco tempo atras, acreditam que vão ser felizes quando ficarem, ou se manterem ricos, bonitos, bem-sucedidos ou coisas do tipo. E passam a vida inteira nessa busca, nessa corrida e depois de algum tempo descobrem que não é bem assim, descobrem que poderiam fazer tudo de maneira diferente...Vocês devem está se perguntando.."beleza, e o que que isso tudo tem a ver com a correria dos nossos dias né?" Então, pra fechar esse tema, por ora, acredito que o posicionamento em relação as nossa rotina é que, não importa o quanto corremos durante o dia, a quantidade de coisas que fazemos, não podemos deixar o tempo passar, não podemos ser expectadores sempre, vivendo nas sombras sonhando com o nosso dia, o dia em que finalmente vamos ganhar aquela promoção, nos formar e coisas do tipo.. a questão não é quando eu chegar lá e sim o que fiz para chegar lá e aproveitar o processo e não apenas o resultado, enfim estou tentando me reeducar e usar para mim tudo que escrevi,  depois te conto se deu certo  =p

Boas-vindas

Olá meus leitores, estou eternamente grata por ter a possibilidade de compartilhar com vocês o que eu penso sobre diversos temas, vou da minha falta de conhecimento sobre assuntos relacionados ao esporte, até questões sobre política e o comportamento das pessoas ao meu redor, passar pelo o que está acontecendo no mundo da música, o pior e o melhor (ao meu ver) sobre os filmes e pessoas avulsas que estão bombando por aê..espero que vocês gostem e conto com o feedback de todos!